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6 ferramentas de planejamento estratégico para usar na sua empresa

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Com certeza, você já deve ter ouvido falar que alguns pontos são considerados a alma de um negócio — simpatia durante o atendimento ou o diferencial do produto são alguns exemplos. Mas a verdade é que, na prática, isso acaba dizendo pouquíssimo sobre a capacidade de uma empresa prosperar ou não.

Em um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas junto ao Sebrae, foi constatado que, no Brasil, um terço das empresas fecha dois anos após a inauguração — número alarmante para quem está à frente dos negócios. No mesmo estudo, são apontados os fatores que mantêm as companhias abertas: o planejamento é o principal deles.

A gestão estratégica é primordial para a saúde financeira de uma companhia, uma vez que ela direciona e otimiza os recursos, a fim de que seja possível atingir metas e seguir crescendo. Para tanto, conhecer a fundo seu negócio e a concorrência é essencial — e fazendo isso por meio de ferramentas de planejamento estratégico, você se sente mais seguro.

A seguir, conheça as principais ferramentas de planejamento estratégico que podem auxiliá-lo a manter sua empresa em uma curva crescente de evolução!

As principais ferramentas de planejamento estratégico 

O fato de liderar uma organização já oferece acesso a diversas informações, como concorrência e vantagens competitivas. Mas é interessante fazer o planejamento junto a outras pessoas-chave da empresa para entender claramente quais os riscos seu empreendimento pode correr e, assim, fugir de crises e evitar falhas na gestão. Vamos lá?

1. Análise SWOT

SWOT é uma abreviação dos termos strengths (forças), weaknesses (fraquezas), opportunities (oportunidades) e threats (ameaças). No Brasil, muitos chamam essa análise de FOFA, derivada da tradução dos termos. A ideia da ferramenta é esclarecer pontos fortes e críticos, que influenciam sua companhia de maneira global e específica. Na sequência, você entende melhor.

Internamente

É preciso entender as forças, como a satisfação dos clientes e dos colaboradores bem treinados, para mantê-las e tirar mais proveito. As fraquezas, — como lentidão nos processos, falta de estoque, entre outros —, são importantes para contornar falhas. 

Externamente

Deve-se olhar para fora do negócio e verificar tanto as oportunidades, — como preço pouco competitivo da concorrência ou falta de qualidade —, quanto as ameaças — a exemplo de novas empresas chegando no seu segmento, falta de matéria-prima etc.

2. Modelo de negócio Canvas

O Canvas nada mais é que um mapa com nove blocos que levam descrições específicas do seu negócio. Ao completá-lo, você tem a chance de desenvolver e desenhar seu modelo de negócio, ele existindo ou não — no caso do negócio não existente, o Canvas permite que você enxergue a sua viabilidade. Para isso, é preciso preencher os seguintes itens:

  • proposta de valor;
  • segmento de clientes;
  • canais;
  • relacionamento com cliente;
  • recursos-chave;
  • atividades-chave;
  • parcerias principais;
  • fluxos de receita;
  • estrutura de custos.

3. Matriz BCG

Essa matriz é fundamental para empresas maduras, pois ajuda a ampliar a participação no mercado, conserva a fatia de público que já existe, aproveita ao máximo o resultado de um dado produto e deixa de oferecer o que não é mais vantajoso. Para isso, é preciso identificar alguns pontos de seu portfólio:

  • estrelas: tudo o que tem uma grande participação de mercado, mas com forte concorrência;
  • pontos de interrogação: produtos com potencial, mas que apresentam uma fatia pequena dos lucros;
  • vacas leiteiras: aquilo que tem ótima participação em um mercado já maduro e segue com evolução estável;
  • cachorrinhos: os itens que já fizeram sucesso, decaíram em venda, mas a empresa ainda os mantêm por serem uma espécie de “animal de estimação”.

4. Forças de Porter

As Cinco Forças Competitivas de Porter são um modelo cujo foco é o desenvolvimento de uma estratégia empresarial eficiente, com lucro e satisfação dos consumidores. São elas:

  • rivalidade entre os concorrentes: aqui, vale a pena estudar a competição entre os players do mercado. Quanto mais alta a competição, mais as margens de lucro serão apertadas — assim é importante fazer cortes de gastos para ganhar em vantagens e pensar em formas de diferenciar seus produtos, a fim de aumentar as vendas;
  • poder de negociação dos clientes: se o seu ramo conta com muitos fornecedores e um menor número de consumidores, o poder de barganha deles acaba sendo alto. Cabe a você pensar em condições de pagamento para que o negócio não fique sob pressão;
  • poder de negociação dos fornecedores: supondo que seu ramo seja a indústria calçadista. É preciso couro, solado e diversos insumos para a fabricação dos bens. Se tiver poucos fornecedores, você fica a mercê dos preços e matérias-primas oferecidas. Por isso, o ideal é conquistar mais provedores para melhorar as transações;
  • ameaça de entrada de novos concorrentes: diariamente, surge uma nova empresa em busca de uma fatia de um segmento. Claro que nem todas vão ter sucesso, mas, para sofrer menos com essa força, é importante consolidar sua marca, principalmente se você está em um mercado em crescimento;
  • ameaça de produtos substitutos: volte um pouco ao passado e pense na época em que não existiam smartphones — nessa fase, tirar foto era só com a máquina fotográfica. Dessa forma, os smartphones vieram como uma alternativa. Os produtos substitutos podem limitar seus lucros e, nesse caso, a melhor ação é focar em sua qualidade e nível de diferenciação.

5. Metas SMART

Todo negócio precisa de metas para avançar e guiar seu crescimento. Porém, é preciso quantificar e especificar, até para que todos os funcionários estejam trabalhando pelo mesmo objetivo. No caso das metas SMART, cada letra tem um significado próprio, de um termo em inglês, conforme detalhamos:

  • specific (específico): a porcentagem de crescimento cabe nesse item — 20% ou quanto for necessário;
  • measurable (mensurável): trata-se de um indicador possível de quantificação;
  • achievable (alcançável): é preciso ter pé no chão, caso contrário, uma meta alta e impossível pode desestimular o time, não gerando o efeito esperado;
  • relevant (relevante): no caso, objetivos que tenham importância comprovada à empresa;
  • time (tempo): faz referência ao prazo em que a meta precisa ser atingida.

6. Análise 360º

Quando a ideia é lançar novos produtos no mercado, como ter certeza de que isso será algo vantajoso? A análise 360º consegue ajudar você nessa missão, pois dá uma visão mais detalhada do processo de produção e implementação.

A ferramenta nada mais é que um gráfico no qual são colocados aspectos externos e internos que merecem ser analisados, para que você tenha certeza da viabilidade do projeto. Considere, por exemplo, o público, o alcance do produto, o lucro, os custos na produção, entre outros.

Ao aplicar uma ou mais ferramentas de planejamento estratégico para sua empresa, é importante criar uma rotina de ações que olhem para dentro do seu negócio e, claro, para a concorrência. Ou seja, não basta fazer isso apenas uma vez e, depois, nunca mais. 

Quando se tem uma boa gestão financeira, esse olhar crítico ajuda também na efetividade do negócio, focando no sucesso a longo prazo — vital para não entrar na mesma estatística de empresas que fecham pouco após terem sido abertas!

Já que você está lendo sobre planejamento, que tal entender mais sobre softwares de gerenciamento financeiro? Essa leitura certamente fará a diferença! Aproveite para clicar!

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