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Conheça o PIX, o meio de pagamento instantâneo

6 minutos para ler

Já no início de 2020, o Banco Central anunciou o desenvolvimento de um novo meio de pagamento. Com a proposta de transformar o modo como as pessoas realizam transferências e pagam suas compras, o recurso promete transações em questão de segundos, com disponibilidade constante. Está mais que na hora de você entender o que é PIX!

Se você não sabe ou ainda tem dúvidas a respeito do novo serviço, agora vai descobrir mais sobre ele. Fique conosco e confira o que é PIX e como ele vai funcionar. Boa leitura!

O que é PIX?

O PIX é a nova maneira de fazer transferências e pagamentos, de forma instantânea e que funciona todos os dias do ano. Além disso, ele promete um tempo muito mais curto entre a realização do pagamento e o recebimento do dinheiro na conta — questão de segundos.

Pois é, ao que parece, chega de esperar por uma série de processamentos entre o pagamento dos clientes com cartão ou boleto bancário e o recebimento efetivo desses valores pelo estabelecimento que efetuou a venda. O PIX vai simplesmente dispensar o trabalho de intermediadores e agilizar o processo de pagamentos. Um verdadeiro bônus para as empresas.

Além de acelerar a transferência de valores entre pessoas físicas e jurídicas, o PIX também vai mudar a forma como as pessoas pagam contas e, até mesmo, recolhem seus impostos e taxas de serviços, por exemplo. Para isso, não é preciso abrir nenhuma conta, nem sequer baixar um aplicativo específico, tudo pode ser feito por meio do app do seu banco, com total segurança.

Como o PIX se relaciona com outros métodos de pagamento?

Hoje você já conhece e tem familiaridade com alguns métodos de transação de dinheiro. A transferência de valores entre contas é feita por meio de Transferência Eletrônica Disponível (TED) e Documento de Ordem de Crédito (DOC). Já os pagamentos de contas são realizados por boletos, cartões de crédito e débito e dinheiro em espécie.

Com tantas opções, você deve estar se perguntando: mas, afinal, o que é que o PIX tem de diferente em relação a todas essas alternativas? A gente explica!

Taxas

As TEDs e os DOCs são serviços com taxas bem expressivas, alguns bancos chegam a cobrar mais de R$20 por eles. Além disso, é do conhecimento de todos que as administradoras de cartões também acabam abocanhando boa parte da lucratividade das vendas de qualquer negócio, bem como ocorre com as emissoras de boletos bancários.

Em resumo, as taxas para o uso desses serviços são altas, comprometendo os ganhos das empresas. Mas o PIX quer mudar isso. Em geral, o serviço será gratuito para pessoas físicas, podendo ser pago para aqueles casos em que o pagamento é físico em vez de digital. Já para as pessoas jurídicas, dependendo do tipo de instituição, o PIX será cobrado, mas com um valor menor do que as taxas exercidas hoje.

Prazos

TEDs só são operadas no mesmo dia se forem realizadas até 17h, já os DOCs levam 24h e os boletos, acredite, podem chegar a 72h para serem processados. Isso se não houver um final de semana ou feriado no meio. Para as empresas receberem os valores vendidos por cartões de crédito, o prazo varia de acordo com a compra e a instituição, mas nunca é imediato.

No PIX, no entanto, a transação cai direto na conta do negócio ou da pessoa que está recebendo, ou seja, a operação é concluída em segundos. Além disso, não importa se o pagamento foi realizado em um final de semana, feriado ou no meio da madrugada, o serviço fica disponível 24h durante todos os dias do ano.

Como vai funcionar o PIX?

A principal proposta do PIX é facilitar, desburocratizar e agilizar o modo como o brasileiro realiza seus pagamentos. Mas tudo isso precisa garantir a segurança do usuário, tanto o pagador quanto o recebedor.

Pensando nisso, as transações só poderão ser efetuadas após o cadastro das chaves PIX, que são o que confere credibilidade aos dados de pagamento informados. Todo esse processo ocorrerá pelas plataformas de atendimento dos bancos, fintechs, corretoras, aplicativos de pagamento, e assim por diante.

Ele estará disponível a partir de 16 de novembro de 2020 para todos os brasileiros, apesar de não ser obrigatório nem contar com um prazo máximo de cadastramento das chaves. Isso significa que mesmo que você não realize a adesão ao PIX logo nos primeiros meses, ele continuará disponível para quando você quiser cadastrar suas chaves.

Para isso, serão solicitadas informações como o CPF, CNPJ, celular e e-mail, que serão atrelados à sua identidade específica dentro desse sistema, a sua chave. Com o fornecimento de apenas um desses dados ao pagador já será possível efetuar a transação. Com isso, você não precisa ficar decorando número de conta, dígito e agência, por exemplo.

O Banco Central garante que o método é mais seguro que os meios de pagamento tradicionais utilizados atualmente. Isso porque todos os dados transitam pelo mesmo sistema dos bancos e todas as informações são criptografadas.

Os pagamentos com o PIX poderão ser feitos em lojas e estabelecimentos físicos, lojas on-line ou transferências entre pessoas, empresas ou instituições governamentais. Quem recebe terá que informar uma chave ou um QR Code, enquanto quem paga pode fazer todo o processo pelo aplicativo do banco ou instituição financeira.

Apesar de toda a tecnologia disponível, que acelera o modo como enviamos tudo, de mercadorias a informações, a transação de dinheiro ainda segue métodos que podem ser considerados arcaicos. Para o Banco Central, esse problema tem seu fim datado para novembro.

Muito mais intuitivo, conectado e seguro, o PIX é uma forma de utilizar os recursos tecnológicos a favor também dos pagamentos. Para as empresas, a nova solução promete movimentar os negócios. Apesar de ser obrigatório em alguns casos, as organizações que optarem pelo PIX certamente darão alguns passos significativos em relação aos concorrentes.

Agora que você já sabe o que é PIX e como ele vai funcionar, que tal ajudar outras pessoas a aprenderem mais sobre essa nova ferramenta? Compartilhe este post nas suas redes sociais!

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