Orgulho LGBTQIA+: o amor que vence o ódio!

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No mês de junho é comemorado mundialmente o mês do Orgulho LGBT, que traz como foco uma luta pela igualdade e respeito. 

Mas você sabe por que esse mês carrega esta causa e o que realmente ele quer dizer? 

Por que essa data? 

No dia 28 de junho de 1969, na cidade de Nova Iorque – EUA, ocorreu um episódio lamentável! Naquele dia no Bar Stonewall Inn, um bar muito frequentado por pessoas dessa comunidade até hoje, houve uma batida policial contra os clientes LGBT frequentadores, desta vez o grupo reagiu em defesa da liberdade e do fim do preconceito abusivo da polícia a comunidade. 

A perseguição da polícia aos LGBTQIA+ durou mais duas intensas noites de ataques carregados de repressão e preconceito, infelizmente, comuns naquela época.  

Isso resultou na Primeira Parada do Orgulho LGBT realizada em 01 de julho do ano seguinte: 1970, para relembrar e protestar contra o ocorrido. Esse movimento, dura até hoje em vários países do mundo, inclusive no Brasil. 

Mas qual a necessidade de lutar por essa causa? 

Infelizmente o preconceito conta a comunidade LGBTQIA+ não morreu em 1970 com as Paradas e os protestos, em alguns países como a Rússia é proibido qualquer tipo de ativismo gay, lésbico, bissexual, transexual, intersex ou de seus simpatizantes. Existem até casos de países da África onde é proibido por lei fazer parte desta comunidade, sendo passivo de criminalidade. 

Em outros países como Burundi, Nigéria, Libéria foram aprovadas leis que criminalizam as pessoas que não denunciarem outras pessoas “envolvidas na homossexualidade”. E existem países onde apesar de não haver uma lei que proíba a comunidade o simples ato de existir, ainda não tratam com devido respeito e não se preocupam muito em tentar diminuir os índices de violência contra o grupo. 

Por que esse movimento é necessário no Brasil? 

Apesar de não haver leis que proíba ser homossexual no Brasil, existe ainda uma série de problemáticas que envolvem o preconceito e desrespeito a essa comunidade em nosso país. O Brasil lidera o ranking de países que mais matam pessoas LGBTQIA+ no mundo, e isso leva em consideração mortes por atos de pura violência e preconceito. 

Até o mês de maio deste ano (2020) existia uma lei que proibia gays de doarem sangue no Brasil, simples e ignorantemente, por acreditar que essas pessoas estariam mais propensas a possuir IST’s (Infecções Sexualmente Transmissíveis). 

Mas afinal, o que significa LGBTQIA+? 

LGBTQIA+ é uma sigla formadas pelas iniciais da sexualidade dos integrantes da comunidade: 

L – Lésbicas: mulheres, biológicas ou transgênero, que se atraem afetiva e sexualmente por outras mulheres. 

G – Gays: homens, biológicos ou transgênero, que se atraem afetiva e sexualmente por outros homens. 

B – Bissexuais: homens e mulheres, que sentem atração afetiva e sexual por homens e mulheres. 

T – Transexuais e Transgênero: pessoas que não se identificam com o gênero de seu nascimento, inclusive dentro do espectro não-binário. Trata-se somente do gênero não tendo relação com a atração afetiva/sexual. 

Q – Queer: são pessoas que transitam entre os gêneros masculinos e femininos ou entre outros gêneros. Mas o termo não-binário não se aplica. 

I – Intersex: pessoas cujo desenvolvimento pessoal corporal através dos hormônios, genitais, cromossomos e etc. não se encaixa na categoria binária. 

A – Assexual: pessoas que não sente atração afetiva e/ou sexual por nenhum dos gêneros. 

Compreender é um passo a mais para aprendermos a respeitar! E lembre-se: o amor sempre vencerá o ódio! 

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